Sintomas de alienação parental

 

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Douglas Darnall afirma que para evitar os efeitos devastadores da Alienação Parental, é necessário, antes de mais, reconhecer os seus sintomas. De uma maneira geral muitos dos sintomas ou comportamentos são desencadeados pelo pai. Quando a criança manifesta ódio e despreza de forma intensa o pai-alvo, este comportamento é significativo de uma síndrome de alienação parental.

Para mais facilmente entendermos e podermos diagnosticar esta síndrome, descrevemos os comportamentos que o podem caracterizar. Há contudo que ter cuidado na sua interpretação, uma vez que todos nós, em certos momentos da nossa vida, exibimos como pais, algum ou alguns deles aqui citados.

1.     Pedir à criança que escolha quando esse direito não lhe assiste. De facto, há situações em que os tribunais impedem judicialmente a visita ao outro pai/mãe. É habitual que a criança culpe o pai com quem não vive, por esta situação.

2.     Contar “tudo” sobre o relacionamento conjugal ou os motivos que desencadearam o divórcio. O progenitor que partilha estes dados com a criança, defende-se, habitualmente, com a sua honestidade para com os filhos.

3.     Recusar que a criança leve as “suas coisas” quando visita o progenitor que não tem a sua guarda.

4.     Resistir ou recusar-se a cooperar, não permitindo que o outro pai vá à escola, ao médico ou leve a criança a actividades extra-curriculares.

5.     Culpar o outro progenitor por problemas financeiros, obrigando a família a ter outro estilo de vida, ou ter uma namorada/namorado, etc.imagesDKB8AHD5

6.     Recusar qualquer flexibilidade nos horários de visita, a fim de responder às necessidades da criança. O progenitor alienante também pode inscrever as crianças em tantas actividades que o outro pai nunca tem possibilidades de receber o filho.

7.     Se o pai exerceu violência doméstica contra a mãe ou vice-versa, dizer à criança que o mesmo acontecerá com ela. Este pressuposto não é sempre verdadeiro.

8.      Pedir à criança para escolher um dos pais o que lhe causa uma enorme aflição e ansiedade. Normalmente, as crianças não querem rejeitar um dos pai, mas perante a insistência tenta evitar a questão. Qualquer sugestão de mudança de residência deve ser feita pela criança e não pelo pai.

9. As crianças, por vezes, irritam- se com um pai. Isso é normal, principalmente se o pai disciplina, põe limites ao comportamento da criança ou tem de dizer “não”. Se por qualquer motivo, nada resulta para acabar com a raiva da criança, o progenitor pode e deve desconfiar de uma situação de alienação. Há que confiar na sua própria experiência como pai. As crianças perdoam e querem ser perdoadas se lhes for dado uma chance. Há que desconfiar quando a criança calmamente diz que não se lembra de qualquer momento feliz vivido com o pai, ou diz qualquer coisa que significa não gostar dele.

10. Estar atento e suspeitar quando um pai ou um padrasto põe a questão de alterar o nome da criança ou sugere uma adopção.

11.Desconfiar sempre que a criança não tem motivos para estar zangada com um pai ou sempre que as razões apresentadas são muito vagos, e sem detalhes.

12. Suspeitar sempre que um pai tem segredos, sinais especiais, marca um encontro privado ou diz palavras com significados especiais.

13. Estar atento a situações em que um pai usa uma criança para espiar ou secretamente, reunir informações para o uso do próprio pai.

14. O pai interfere na visita da criança.

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15. Ouvir da parte da criança que o outro progenitor fala mal do pai, e contar que ele se diverte com conversas desta natureza. A criança tenderá a deixar de comunicar e vai sentir-se culpada ou vive internamente um conflito por não ser capaz de avaliar a justeza e verdade do que é afirmado.

16. Pedir à criança que conte o que se passa na vida e em casa do outro pai o que produz, na criança um conflito e uma tensão consideráveis. As crianças que não são alienadas querem ser leais a ambos os pais.

17. Resgatar as crianças quando não há nenhuma ameaça à sua segurança. Esta prática reforça na criança a ilusão de ameaça ou perigo, e, desta forma, a alienação.

18. Fazer exigências sobre o outro progenitor contrárias às decisões judiciais.

19. Escutar as conversas telefónicas das crianças com o outro progenitor.

20. Fazer com que o outro progenitor falte às promessas assumidas com a criança, culpando-o sistematicamente e obrigando-a a arranjar desculpas inventadas.

As potencialidades que o envolvimento dos pais na escola têm para o desenvolvimento e desempenho académico dos filhos

 

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Envolvimento de pais: o que é?

O envolvimento dos pais é uma força crucial no desenvolvimento infantil, na aprendizagem e no sucesso na escola e na vida. A pesquisa iniciada há décadas na área de envolvimento familiar apoia o simples facto de que as crianças cujos pais se envolvem nas questões escolares dos seus filhos têm uma chance muito maior de, mais tarde serem adultos saudáveis, bem informados, responsáveis e socialmente adaptados.

O envolvimento dos pais na educação assume variadíssimas facetas e diferentes graus desde a simples pergunta à mesa, à hora do jantar: “Como foi hoje o dia na escola?” à verificação diária dos trabalhos de casa, a visitas regulares à biblioteca, museus, e a eventos culturais.

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No entanto, o conceito de envolvimento dos pais na vida académica dos filhos não é homogéneo e alguns factores devem ser tomados em consideração para a sua definição: as características da criança e o seu desenvolvimento, as crenças e as expectativas da família e da escola em relação ao ensino, os papéis que os diferentes pais, alunos e professores assumem, as perspectivas culturais e as exigências da vida bem como as condições e interesses das escolas para estabelecerem relações com as famílias. Todos estes factores contribuem para o que é conhecido como parcerias escola-família.

Tendo em conta que os pais desempenham um papel integral no conhecimento, apoio na aprendizagem da criança, o envolvimento dos pais refere-se à sua participação na comunicação regular e nos dois sentidos com a escola, envolvendo questões da aprendizagem escolar, actividades regulares que se desenvolvem na escola. Assim sendo, os pais são incentivados a participar activamente na educação de seus filhos na escola; são parceiros na sua educação e de acordo com as características e cultura da escola devem ser uma parte importante na tomada de decisões.

 Envolvimento dos pais e desempenho académico

Pais, professores e decisores políticos concordam que o envolvimento dos pais é um ingrediente essencial para a aprendizagem das crianças. A investigação nesta área não deixa dúvidas quanto aos benefícios da participação dos pais na vida da escola, designadamente no que respeita ao melhor desempenho e comportamento das crianças.

O envolvimento dos pais continua a ser um forte preditor do desempenho académico, mesmo para alunos adolescentes.

É importante desmascarar o mito popular que a influência dos pais sobre seus filhos diminui ou anula-se quando estes entram na adolescência. Muitas vezes, os pais e funcionários da escola interpretam mal o desejo dos adolescentes de conquistarem a autonomia como uma barreira ao envolvimento da família nos aspectos escolares dos seus filhos. No entanto, estudos têm indicado que estudantes do ensino secundário acreditam que podem fazer melhor na escola se as suas famílias estão estiverem interessadas no seu trabalho escolar e tiverem expectativas positivas q1uanto ao seu sucesso académico.

Existem efeitos duradouros de envolvimento dos pais na realização académica de adolescentes e jovens adultos. Especificamente, os pais que mantêm altas expectativas face aos seus filhos adolescentes, e lhes comunicam claramente as suas expectativas e os incentivam a trabalhar de forma sistemática, podem fazer a diferença no sucesso dos alunos.

Envolvimento dos pais, aprendizagem social e emocional e a prevenção de comportamentos de alto risco

Vários estudos reconhecem, que, por exemplo, as crianças (com comportamentos disruptivos) que participaram em programas durante a primeira infância, cujas famílias estavam activamente envolvidas, manifestam, mais tarde, sinais de um maior ajustamento social do que aquelas que não foram incluídas em programas desta natureza.

Sabemos todos que a aprendizagem social e emocional é um dos factores determinantes na aprendizagem escolar no desenvolvimento social e emocional, na saúde, bem-estar psicológico, na motivação para alcançar objectivos pré-definidos e na cidadania das crianças.

A aprendizagem social e emocional é o processo de compreensão de como reconhecer e gerir as suas próprias emoções, demonstrar afecto e preocupação com os outros, tomar decisões responsáveis, estabelecer relações positivas com adultos e colegas.

A aprendizagem social e emocional torna-se ainda mais importante se considerarmos os riscos, tais como o uso de drogas e os comportamentos de violência, que as escolas, as famílias e os alunos enfrentam na sociedade actual.

 

No dia em que a Maria José Vidigal fez 83 anos

No dia em que a Maria José Vidigal fez 83 anos:

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Olho para dentro de mim e recordo-te,

Na tua serenidade,

Na tua tolerância,

No teu amor pelos sofrem e que por um privilégio inexplicável chegavam ao teu colo, ao teu olhar e entrelaçavam nas tuas, as suas mãos,

Na tua capacidade de ajudar e trazer à vida aqueles que não conseguem converter o seu mundo interno em palavras e em comunicação,

Na tua sensibilidade que permite sentir os corações daqueles que não conseguiam expressar os seus sentimentos,

Na tua capacidade de amar as crianças e os seus progressos,

Na tua capacidade de devolver os sonhos àqueles que os tinham perdido,

Na tua capacidade para compreender os passos estranhos a caminhar e a descoordenação e retrocessos no aprender,

Na capacidade para permitir que as crianças se perdessem em ti, para mais tarde e contigo serem capazes de se encontrar.

Olho para dentro de mim e recordo-te,

Na serenidade que transmitias aos que contigo trabalhavam,

 

No teu sorriso e na tua palavra que nos levava a acreditar que era possível sermos úteis,

Na tua consciência social e na procura da dignificação do trabalho de quem ajuda e dá apoio,

Na revolta contra o sistema instituído que desprotege todos aqueles que, sem ajuda, morrem um pedaço de si todos os dias,

Na amizade, cumplicidade e valor que davas ao trabalho do Pedro, do nosso Pedro.

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Só posso dizer-te que me ensinaste que vale a pena ser, que há sempre uma resposta dentro de nós se estivermos pessoal e profissionalmente comprometidos com a mudança.

Ensinaste-me que o pensamento sem emoção e afecto de nada serve para transformar o sofrimento em vida e em tranquilidade.

Por tudo isto, um obrigado não chega, mas não consigo dizer-te mais. Aqui é a emoção que domina e frena o pensamento.

Contudo posso acrescentar que existem instantes que nos marcam, instantes que nos preenchem, instantes que nos acompanham na vida e para a vida e esses instantes aconteceram porque me cruzei contigo Maria José.

Gosto muito de ti.

Manuela Machado – Manucha

Os nossos votos para o Novo Ano

2015

»   Que os pais, professores, educadores e cuidadores respeitem as crianças, as suas opiniões,interesses e necessidades.

»   Que todos os adultos entendam que educar é, em primeiro lugar, aprender com os outros e, neste caso, com as crianças.

»   Que os adultos compreendam que não é possível crescer sem errar e que errando as crianças aprendem.

»   Que os adultos compreendam que as birras das crianças, enquanto pequenas, traduzem o desejo de se tornarem independentes e de realizarem algo por si próprias.

»   Que os adultos aceitem e acreditem que para educar tem que se assumir primeiro uma posição de ignorância. Quem pensa que tudo sabe, não é capaz de ouvir e de estar atento ao outro.

»   Que os adultos sejam capazes de ajudar as suas crianças a expressar as suas emoções e sentimentos. Só aprendendo a “escutar as suas emoções” as crianças aprenderão a compreender as emoções dos outros.

»   Os pais devem entender que quando as crianças são criadas sem que haja a imposição de certos limites, elas podem não estar prontas para enfrentar momentos adversos da vida como, por exemplo, as frustrações. Quando a criança não aprende a  que a vida lhe impõe limites e que não pode ter tudo quando quer e à hora que quer vai tornar-ce, certamenmte num adolescente rebelde que não sabe dizer “não” que não resiste a imposições dos outros mesmo que elas não sejam para seu bem. Em adultos, serão pessoas imaturas, com problemas de adaptação social e sem preparação para uma vida autónoma.

»   Que os pais que trabalham para dar o “mundo” aos filhos, lhes contem, com frequência a sua própria história, como foi a sua infância, as suas brincadeiras enquanto crianças, a sua escola, numa palavra, a sua vida. Lembrem-se que uma das causa do individualismo atual nos jovens assenta no facto dos pais não cruzarem a sua história de vida com a dos seus filhos.

»   Que os pais evitem que os seus filhos estejam horas sem fim nos computadores e na televisão.Quanto mais tempo dispendido com as novas tecnologias, mais passividade e menos liberdade.

»   Que os pais tenham a certeza de que a primeira relação de amor com os filhos é de tal forma poderosa que vai marcar para sempre as suas vidas.

Tenham um Bom Ano!

 

 

 

Famílias disfuncionais

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O conceito de família disfuncional baseia-se numa abordagem psicoterapêutica de diagnóstico e tratamento, onde os sintomas do indivíduo são vistos no contexto das relações com os outros indivíduos e grupos, e não como problemas individuais. Não há nenhuma definição estrita de “família disfuncional”, e especialmente no uso popular, o termo tende a ser um aplicado de forma muito genérica e inclui diferentes distúrbios relacionais que ocorrem dentro do sistema familiar e nos seus subsistemas (pais, filhos).

O conceito de família disfuncional é, habitualmente, atribuído a famílias  onde as relações entre os seus membros não são equilibradas e estáveis e onde os padrões de comunicação alterados conduzem a problemas crónicos no seio da família.

Algumas das características dos sistemas familiares disfuncionais:

• Incapacidade de assumir a responsabilidade pelas acções e comportamentos pessoais;  desvalorização dos sentimentos dos outros membros da família.

•Limites entre membros da família demasiado rígidos ou praticamente inexistentes. Por exemplo, um pai que depende excessivamente da criança e procura nela apoio emocional ou que não promove o desenvolvimento da autonomia nos filhos, chamando a si a resolução de todos os problemas e não permitindo que os filhos tomem decisões.

•Limites rígidos ou demasiado frágeis entre a família (considerada como um todo) e o mundo exterior.

• Tendência para os membros da família utilizarem, de forma inconsciente, um conjunto de termos , como por exemplo protetor, herói , bode expiatório, santo, que tem como resultado limitar ou reduzir a expressão dos sentimentos, a experiência e auto-afirmação das características pessoais.

•Tendência para designar um dos elementos da família como tendo problemas do foro psicológico, que pode ou não estar em tratamento, mas cujos sintomas são um sinal do conflito familiar interno. Muitas vezes o elemento identificado como “perturbado” tem a função de disfarçar e anular os verdadeiros problemas Excessiva discussão

•Padrões comunicacionais de grande conflitualidade. Algumas famílias afirmam sempre que há uma diferença de opinião ou crenças. No entanto, os argumentos emocionais raramente resolvem estas diferenças ou influenciam alguém a mudar as suas crenças. Uma pessoa que se sente fortemente atacada nas suas crenças, tenderá a defendê-las com igual veemência, aumentando as emoções negativas em ambas as partes. Em famílias saudáveis há uma maior tolerância relativamente a pontos de vista diferentes.

•Percepção alterada da realidade. Tendência a “alterar os dados objectivos da realidade”. Diferentes elementos de uma mesma família podem ter versões diversas à cerca dos mesmos eventos ou factos. Em famílias disfuncionais a tendência é para alterar os dados factuais e objectivos da realidade. Quando, por exemplo, uma criança descreve os acontecimentos reais de um dia de Natal como infelizes, o pai ou a mãe podem considerar, ao contrário da criança, que foi um Natal bem passado onde todos estavam felizes.

Estas contradições entre pais e filhos podem levar as crianças a duvidar das suas próprias experiências.

Apesar da existência de enormes disfuncionalidades, autores que trabalham e investigam nesta área, afirmam que todas as famílias têm competências, e destacam a necessidade dos terapeutas fazerem uma abordagem positiva que lhes permita, em conjunto com as famílias, explorar o seu sistema de valores e os seus recursos pessoais. Neste sentido, é importante procurar o que é possível na família e não o que é impossível,

 

Professores  e alunos agressivos

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Escutar numa relação individualizada

Com alunos difíceis a relação individualizada torna-se,  em muitos casos, necessária. É, importante,  contudo,  estar atento às armadilhas que devem ser evitadas e, por sua vez, às atitudes que se devem adotar.

 A escuta

O que significa escutar?

Escutar é acolher o que é expresso sem julgar, tentando compreender o mundo interior do outro, tendo em conta o seu sistema de referências.

Escutar ativamente é permitir dizer e entender-se a si próprio (sempre que reformulo estou a expressar o que ouvi e o que entendi do que ouvi). Para escutar é necessário calar e silenciar a minha reatividade que é vulgarmente o primeiro obstáculo a quem ouve o outro. Com efeito, se o que o outro diz me toca, eu sentirei vontade de falar, de me exprimir, de explicar, de convencer, de impor um julgamento e de expressar as minhas ideias e sentimentos.

Escutar o outro é, antes de mais, escutarmos-nos a nós próprios, isto é aprendermos a dominar e a gerir a nossa reatividade, reconhecer os nossos sentimentos e libertarmo-nos dos nossos medos.

A escuta de si próprio

natural que o comportamento dos alunos faça surgir, no professor, emoções e por vezes sentimentos violentos que vão moldar a relação professor-aluno.

Diante de um comportamento difícil, o professor pode responsabilizar o aluno ou, pelo contrário, autoresponsabilizar-se pela relação difícil que tem com ele, pelos  sentimentos negativos que vai vivenciando face ao aluno, sentindo-se culpado por isso.

Perante um aluno que lhe responde com arrogância, um professor pode interpretar o seu comportamento e reagir de diferentes maneiras:

1.  Ou explica a arrogância do aluno pelo desejo/necessidade deste se valorizar junto dos seus pares, decidindo ignorar momentaneamente o comportamento, e evitando, deste modo, situações de rivalidade  (sabendo que poderá, mais tarde falar a sós com o aluno);

2. Ou pensa que esta arrogância é o correlato de uma dificuldade pessoal  e pede ao aluno para no fim da aula não sair e esperar pelo professor para poderem conversar;

3.  Ou se sente vexado e exige ao aluno um imediato pedido de desculpa;

4.  Ou explode de forma irritada e expulsa o aluno da sala de aula.

Se os comportamentos e as palavras de um aluno suscitam em nós várias emoções, é porque esses comportamentos e palavras nos tocam nas nossas vulnerabilidades, nos nossos medos e nas nossas crenças.

 Reconhecer e consciencializar os próprios sentimentos é o primeiro passo para que os possamos controlar

Se, por exemplo, um professor se desilude com o comportamento de um aluno, é provavel que essa desilusão resulte do facto de ter investido muito do seu conhecimento e do seu afeto nesse aluno.  A diferença entre as expectativas criadas e o comportamento manifesto pode ser vivida pelo professor como uma agressão pessoal ou como uma reação de rejeição ou de cólera (do aluno para o professor). O professor ao atribuir a responsabilidade da sua decepção ao aluno, constrói a sua própria frustração na medida em que se apercebe que não valeu a pena todo o esforço e investimento que fez. Para o professor, é o aluno que tem que mudar.

Este contexto define a importância e a necessidade do professor se escutar a si próprio, de estar atento aos seus sentimentos e de conhecer os seus desejos, necessidades e inibições, porque são eles os factores responsáveis pelas atitudes que se assumem.

Apenas o facto de percepcionar e compreender o seu próprio funcionamento ajuda-lo-á a ser mais lúcido nos seus comportamentos e a criar distância face a eles.

É sobretudo um trabalho de aceitação de si próprio e dos seus limites que podem tornar possível o aumento da tolerância do professor face aos alunos.

Quanto mais o professor se libertar dos seus medos, menos se sentirá posto em causa pelos alunos. Perceberá que não há razões objectivas para se defender e, poderá então, agir de forma mais justa, ouvindo e aceitando o aluno tal como ele é na realidade.

 

Professores bem sucedidos com alunos difíceis. Como actuam?


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·        Vêm os seus alunos como sendo frágeis e têm um olhar positivo e optimista sobre eles.

·        Acolhem e respeitam o aluno estabelecendo com ele uma relação de pessoa a pessoa.

·        Estabelecem regras claras e limites bem definidos para o funcionamento da turma.

·        Praticam uma pedagogia de sucesso.

·        Favorecem e promovem a expressão individualizada dos alunos no interior da turma.

·        Trabalham em equipa com os seus colegas e com outros adultos da escola ou da comunidade.

Os alunos difíceis têm necessidade de ter professores que não atribuem um valor desmedido à sua agressividade, que não se sentem agredidos pelo seus comportamentos e que conseguem olhá-los de forma positiva.

Face a professores que assumem esta atitude os alunos sentem que são compreendidos nas suas dificuldades e que são respeitados. Esta interacção vai permitir que os alunos se autopercepcionem de maneira diferente, que adquiram maior segurança e, muitas vezes, que consigam iniciar um processo de mudança.