O que é uma avaliação psicológica?

 

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O que é uma avaliação psicológica

 Uma avaliação psicológica é a pesquisa dos factores positivos e negativos do cliente para  ajudar a compreender e explicar o seu comportamento e sentimentos. Esta pesquisa pode envolver questionários e entrevistas, bem como a avaliação através de testes formais e da observação informal do comportamento nos vários contextos de vida.

Por que uma criança ou jovem pessoa teria uma avaliação psicológica?

Uma avaliação psicológica pode ser útil quando crianças ou jovens têm dificuldades na escola ou alterações do comportamento social e escolar. Desta avaliação leva à realização e implementação de um programa de intervenção para a família e/ou para a escola para que desta forma a criança ou o jovem possa vir a melhorar os seus resultados académicos ou o seu comportamento social.

Quem faz as avaliações psicológicas?

As avaliações psicológicas são feitas por psicólogos, especialmente treinados e especializados. Infelizmente, em Portugal assistimos a situações em que profissionais de outras áreas que não as da psicologia, ultrapassando as suas funções e conhecimentos, aplicam testes e avaliam crianças e jovens.

O que é um psicólogo?

Um psicólogo é uma pessoa que tem treinado no estudo científico de como as pessoas pensam, sentem, aprendem e agir.

Eles podem ajudar a que as pessoas compreendam melhor o seu comportamento, as suas angústias e ansiedades.

Uma psiquiatra é diferente para um psicólogo – os psiquiatras foram formados para tratar a doença mental através de medicação específica. Há contudo psiquiatras que com formação complementar podem estabelecer com os seus pacientes uma relação de ajuda.

Os psicólogos que trabalham com crianças e jovens trabalham, habitualmente com os pais, professores e outros trabalhadores.

Quais os tipos de avaliações psicológicas existem?

Há muitos e diferentes testes psicológicos disponíveis. O psicólogo escolherá aqueles que são mais úteis dependendo as características da avaliação em curso. As avaliações psicológicas de crianças e jovens envolvem, muitas vezes e sobretudo quando há dificuldades escolares, o estudo da : testes de seus:

  • inteligência (pensamento)
  • das suas competências
  • da atenção e concentração
  • da memória
  • das emoções e sentimentos
  • do comportamento pessoal e social.
  • Características da avaliação escolar:
  • Sempre que possível, o diagnóstico escolar deverá incidir em informações recolhidas previamente à consulta e, posteriormente, em articulação com o educador, professor ou director de turma do estabelecimento de ensino em que a criança/jovem frequenta.
  • O diagnóstico escolar relaciona-se com a avaliação das aprendizagens específicas, assim como dos recursos e das competências pessoais que influenciam directamente o processo de aprendizagem.
  • O processo de qualquer tipo de aprendizagem diz respeito à forma como o indivíduo processa a informação – recebe, compreende, integra, retém e exprime de forma verbal ou não verbal –, tendo em conta as suas capacidades e o conjunto das suas realizações. As dificuldades de aprendizagem específicas podem, assim, manifestar-se na dificuldade em qualquer uma destas etapas de processamento de informação.

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As áreas mais comuns de dificuldades de aprendizagens são:

 A fala;

  • A leitura;
  • A escrita;
  • A matemática e/ou resolução de problemas.
  • Tais dificuldades podem ocorrer por variáveis intrínsecas e/ou extrínsecas à criança ou jovem.
  • Variáveis Intrínsecas:
  • Cognitivas
  • Perceptivo-motoras
  • Emocionais e sociais
  • Culturais
  • As variáveis de natureza extrínseca respeitam as condições pessoais e profissionais dos professores e a natureza da tarefa de aprendizagem com que a criança ou o jovem é confrontado.
  • A intervenção que procura ultrapassar as dificuldades de aprendizagem sentidas, precede a um diagnóstico abrangente das reais variáveis que interferem no processo de ensino‑aprendizagem.
  • Do processo de diagnóstico escolar, fazem parte as seguintes fases metodológicas:
  • 1º Investigação do Percurso Escolar Anterior – procurar fontes de informação relativamente à história pré-escolar e escolar da criança/jovem (pedidos de relatórios a instituições escolares anteriormente frequentadas, informações de antigos professores e de familiares);
  • 2º Avaliação do Nível de Aquisições Escolares – realizar, em conjunto com a escola, uma avaliação global das competências escolares;
  • 3º Trabalho em parceria com o Estabelecimento de Ensino – realizar reuniões com o actual ou futuro Professor/Educador da criança/jovem para a avaliação conjunta da situação escolar, designadamente dos pontos fortes e fracos das aprendizagens escolares e sociais, para o delineamento de um plano de intervenção individual, com objectivos específicos e a operacionalizar em articulação com a Escola.

Características da avaliação do contexto familiar:

 A avaliação diagnóstica a realizar junto das famílias tem como objectivo reunir as informações necessárias para que, posteriormente, se delineie um plano de intervenção capaz de melhorar a relação família-criança/jovem, de potencializar a capacidade dos pais para avaliarem as necessidades e recursos dos filhos, para diversificarem situações de estimulação cognitiva e para gerirem os afectos na relação com os mesmos.

  • Todos estes aspectos estão na base de uma intervenção que potencialize a possibilidade das famílias adquirirem e desenvolverem melhores condições para uma possível reintegração das crianças e dos jovens junto delas.
  • Nesta fase de diagnóstico, é importante identificar e compreender os vários factores e características familiares, designadamente a sua história, dinâmica e padrões comunicativos, bem como as necessidades e recursos materiais, físicos e culturais que caracterizam a família.
  • Em todos os contactos que se tiver com as famílias dever-se-á, igualmente, compreender o padrão de comunicação e de interacção social, uma vez que estes reflectem as características funcionais de cada indivíduo e as da dinâmica familiar. Referimo-nos, por exemplo, ao padrão de interacção da família com a criança ou o jovem, aquando das suas visitas à instituição.

 

Cuidados a ter na entrevista:

 Os técnicos devem ter uma postura de permanente auto-análise e de distanciamento dos seus próprios valores e julgamentos para que não se corra o risco de se inviabilizar o diagnóstico.

  • A avaliação das famílias tem sempre factores de ordem subjectiva, devendo, por isso, ser realizada em conjunto, por dois elementos da equipa técnica da CAT.
  • Em toda e qualquer análise ou avaliação sobre uma família, dever‑se-á ter em conta que esta se encontra numa situação difícil, em que o seu equilíbrio e controlo emocional são postos à prova. Há mães, por exemplo que se defendem da sua culpabilidade atacando os técnicos da instituição e acusando-os da privação dos filhos a que estão sujeitos.
  • A melhor metodologia utilizada é aquela que conseguir recolher o máximo de informação necessária relativamente à vida actual e passada e, ainda, a que permita compreender as perspectivas e expectativas de futuro; assim como compreender, da melhor forma possível, as vivências pessoais e familiares, relativamente à problemática em questão, e procurar recursos e possíveis soluções para o seu encaminhamento.

 

Entrevista psicológica:

 

  • A entrevista com os pais ou familiares de uma criança/jovem constitui um tipo particular de entrevista, uma vez que quem solicita a “consulta” não é o interessado mas a instituição que tem a responsabilidade de acolher a criança/jovem.
  • A entrevista psicológica tem as suas particularidades e distingue-se de outras entrevistas directivas ou semi-directivas ou as que utilizam questionários e cujo objectivo é obter dados sequenciais e características de vida que concorram para a compreensão da situação
  • Na entrevista psicológica é o psicólogo que deduz os aspectos desconhecidos, pelo entrevistado, relativos à sua própria vida. Com efeito, entrevistar pode entender-se como “entre-ver” e “entre-escutar” a partir de conteúdos manifestos, aquilo que não é totalmente consciente.
  • Na entrevista psicológica não é tão importante obter todos os dados da vida de uma pessoa (como acontece na entrevista direccionada para esse objectivo), mas antes o modo como são reconstruídos, sentidos e investidos de significado pelo familiar entrevistado.
  • Entendida desta forma, a entrevista permite ao entrevistado reconstruir a sua versão singular da história familiar e individual. Neste sentido, os factos são narrados, em cada caso, de uma maneira pessoal e peculiar, uma vez que as pessoas ao narrá-los utilizam determinadas palavras e estruturam frases que seguem uma sequência, configurando sistemas significantes próprios e singulares.
  • É óbvio, então, que numa entrevista psicológica (ao contrário do que se passa numa entrevista direccionada para a recolha de informações), se se estimar a narrativa ou os fragmentos da mesma como irrelevantes, interromper o relato com perguntas inoportunas ou com intervenções fora do tempo, poder-se-á reduzir o material desta a uma soma de dados desconexos ou, no melhor dos casos, a um discurso pobre.
  • A lógica a que obedece o relato que os familiares fazem, obriga o psicólogo a assumir uma perspectiva de escuta diferente daquela que considera o conhecimento sobre o passado como uma acumulação cronológica de dados.

 

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