A dificuldade de se ser pai ou mãe nos nossos dias

is148POCHYO enfraquecimento das referências educacionais com a impossibilidade de se recorrer à família alargada, a evolução da sociedade liberal, a nova fisionomia das famílias e a composição
multicultural da nossa sociedade abalou o consenso social estabelecido na criação e educação dos filhos, na necessidade de regulação e monitorização dos seus comportamentos, na imposição da disciplina e das, regras de vida.

Cada família, deve escolher o seu próprio modo de vida e ser capaz de o defender perante os filhos que o questionam e o recusam porque gostariam de impor as suas próprias escolhas com base nos seus desejos imediatos. Neste aspecto as crianças não mudaram; o ambiente transformou-se e hoje oferece múltiplas e infinitas tentações. As restrições impostas pelos pais, surgem aos olhos das crianças, mais como uma expressão dos desejos dos pais do que uma necessidade educativa. Isso reforça o sentimento de arbitrariedade e injustiça tão prevalente em crianças e adolescentes. Esta situação é, habitualmente, fonte de conflito entre pais e filhos, agravando a solidão dos próprios pais que se interrogam sobre a adequação das suas escolhas e das suas condutas, na medida em que se podem sentir demasiado repressivos e frustrantes.

Os pais alimentados pela insistência dos filhos, pondo em dúvida as suas próprias convicções, em luta com as suas identificações com a sua própria adolescência, com problemas de envelhecimento, acabam por ceder.

Contudo, é importante consciencializarmo-nos de que se as discussões e os argumentos forem favoráveis ao desenvolvimento do pensamento nas crianças, há que impor limites e restrições sem medo de assumir uma atitude castrativa perante os impulsos imediatos dos filhos.

A paternidade social

A dimensão colectiva das abordagens educacionais é um
baluarte para as fragilidades individuais: ela suporta-se sobre o
consenso colectivo e tem por base as escolhas da sociedade
reconhecidas como eficazes.

Como ajudar os pais a assumir que o seu papel é antes de mais o de promover, na criança, a capacidade para recalcar o desejo e recusar os imensos abusos a que a sociedade hoje se permite.

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