Ideias para comunicar eficazmente com os filhos de qualquer idade

 

 

imagesBASW12S2Os pais passam muito do seu tempo a falar com os filhos, mas sentem que na maior parte das vezes não são ouvidos.
Quando surge um conflito e o clima “aquece”, é comum que os pais entrem facilmente em afirmações de poder e em exercícios de autoritarismo e de imposição da sua vontade ou na defesa irracional das suas ideias; exemplo disso são afirmações do estilo “fazes, porque eu quero”, “não sais porque eu não permito que o faças”, “cá em casa e enquanto aqui viveres fazes o que eu mando”.
Muitos pais sabem que responder desta forma não só não está correto pela imposição unilateral de uma vontade que é a sua, como se apercebem que uma posição desta natureza gera agressividade e revolta e não promove nem um diálogo profícuo, nem a responsabilização social dos filhos. Só que não sabem como fazer e como responder de forma assertiva. Por outro lado, alguns pais queixam-se de não serem capazes e hábeis de responder a perguntas complexas.
Porque será que falar com crianças e adolescentes é por vezes tão difícil?
O problema reside no facto de muitos pais falarem sem entenderem verdadeiramente as questões que os filhos poem e desconhecerem a forma como estes ecoam as mensagens que recebem dos pais. Afirmações do estilo “se eu te expliquei e te disse o que queria, porque não obedeceste?” Muitas conversas entre pais e filhos transformam-se facilmente em mal-entendidos.

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Como evitar as incompreensões e os mal-entendidos?
• Faça uma pausa e escute o seu filho. Estabeleça com ele contacto visual, incline o seu corpo na sua direcção e aperceba-se de que ele o está a ouvir. Se não puder falar naquele momento, diga-lhe “agora não posso falar contigo, espera 10 minutos até que eu acabe o que tenho entre mãos”.
• Repita o que ouviu. Geralmente é útil reafirmar o que se ouve e traduzir em palavras, designadamente os sentimentos dos filhos. Pode, por exemplo, dizer “parece-me que estás triste pelo facto de eu não te ter deixado ir para o computador, será?”
• Estas afirmações reflexivas reconhecem e ecoam os sentimentos dos filhos. No entanto, há que ter cuidado ao fazê-lo. Se uma criança está no meio de uma birra, dizer “penso que estás sem controlo e a reagir de uma forma completamente disparatada” ou “tu tás é maluco e descontrolado!” pode agravar a situação em vez de ajudar a resolvê-la.
• Faça perguntas específicas para obter mais informações. Pode dizer-se, “és capaz de me contar o que aconteceu?” Se fizer sentido para melhor entender a situação, pode perguntar, “O que te está a incomodar mais?”. Este estilo de questões podem contribuir para clarificar e reconhecer os sentimentos dos filhos e dar a possibilidade aos pais de falarem sobre eles. Por outro lado, este processo de procura de informações pode contribuir para que os pais entenda melhor o que realmente aconteceu e como os filhos estão a viver essas situações.

Muitas conversas entre pais e filhos podem conduzir a mal-entendidos que acabam muitas em conflitos.

Tornar-se um comunicador eficaz não é apenas possível como pode ser divertido!
Pense nas ideias que aqui deixámos e utilize-as quando quiser comunicar de uma maneira positiva e adequada com os seus filhos. Lembre-se, também, que há momentos em que “não falar” pode ser a sua melhor opção.

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