A escolha de uma religião por parte dos jovens

index

O processo de educação é mais rico quando os nossos pais nos educam para aprender a escolher e não para assumir, sem crítica “coisas determinadas”. A regra não dá possibilidade de escolher. São as nossas escolhas que vão definir se seremos felizes ou não. A pior coisa que nos pode acontecer como educadores é colocarmos no outro o dever e a obrigação de seguir as nossas escolhas.
Se reconhecemos que as crianças têm a sua própria individualidade, e esperamos que quem cuida e quem educa o faça, então é evidente que as crianças e os jovens têm o direito de escolher a sua religião, que baseará os princípios orientadores que os jovens vão utilizar para viajar ao longo da sua própria vida. Sempre que os jovens tenham um desenvolvimento cognitivo suficiente para serem capazes de “escolher”, ninguém os deve forçar a seguir as regras e a religião da maioria, a tradição ou quaisquer outras noções que exigem uma escolha numa idade tão jovem.
As crianças devem ser vistas e respeitadas como livres-pensadores: indivíduos cujo único propósito é aprender e experimentar tudo o que o mundo tem para lhes oferecer.
Felizmente e infelizmente, o cérebro de uma criança está programado para seguir as instruções e procurar a aprovação dos pais ou do seu cuidador principal. Escusado será dizer que se uma criança ou um jovem é trazida para um caminho que os adultos consideram como bom, não podemos considerar esta orientação como uma escolha da criança/jovem mas como uma coerção.
Muitas crianças seguem uma determinada religião por vontade dos pais porque não têm ainda conhecimentos e pensamento crítico para explorar as diversas religiões nas suas semelhanças e diferenças.
Educar e formar personalidades e indivíduos com sentido crítico é permitir que os filhos e educandos tenham o direito de escolher o seu caminho religioso e seja qual for a escolha que façam, devem ter, da parte dos pais e educadores, um amor incondicional, mesmo que os adultos ao escolherem o seu caminho desejassem profundamente ter ao seu lado a companhia dos seus filhos.
Manuela Machado

15/5/2014

 

Anúncios

Deixar um comentário.

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s