O sono e a “dormida” dos bebés. Como fazer? Que rotinas instituir?

Qual é o papel do sono no desenvolvimento físico e psicológico da criança?

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Dormir é tão essencial para a criança, como alimentar-se e ser amada. A ciência do sono mostra que este período está longe de ser um simples intervalo de descanso na actividade mental e física das crianças, jovens e adultos. O período em que as crianças dormem é particularmente importante para elas. Com efeito, enquanto o seu corpo dorme, tudo continua a funcionar no nível fisiológico: a secreção das hormonas do crescimento, a eliminação de resíduos, o reforço de seu equipamento ósseo, a cicatrização de feridas e especialmente a resposta de activação imunitária (ou seja, quando o corpo combater vírus). Intelectualmente, o sono vai agir nas funções cognitivas: no processamento de informações e no seu armazenamento, na maturação do sistema nervoso central, na aprendizagem de novos materiais e na adaptação emocional.

Como fazer?

Os pais podem ajudar os filhos a dormirem sozinhos criando um ambiente propício para que o sono “chegue” naturalmente. Se se esperar o momento certo, habitualmente entre os 3 e os 6 meses, em que o bebé manifesta numa dada altura, sinais de sono, os pais terão mais facilidade de o deitar e de esperar que ele adormeça com tranquilidade.

Os bebés aprendem rapidamente e integram as rotinas que lhes são impostas. Mas para que isso aconteça é necessário que os pais estimulem a autonomia e os deixem crescer.

Exemplificando, se a criança está na idade de dar os primeiros passos mas se os pais tiverem a tendência para, de forma sistemática, deslocarem o filho ao colo, dificilmente o bebé descobrirá a forma de se equilibrar, de por um pé à frente do outro e, por fim, de andar sozinho. Se, por outro lado, a mãe der peito ao seu filho para este adormecer, ele nunca, ou dificilmente, irá prescindir deste apoio.

a dormir, se acaso acordar de noite. Além disso, adormecer sozinho é uma habilidade essencial que não só irá beneficiar o seu filho na hora de dormir. Ele aprenderá a acalmar-se noutras situações, quando, por exemplo a mãe está a trabalhar ou quando presente em casa, não está junto dele.

A maioria dos bebés de 6 meses está fisiologicamente adaptado para dormir uma noite inteira, mas há excepções e esta situação pode variar consideravelmente. Até mesmo os recém-nascidos podem dormir muitas horas durante a noite porque se adaptaram a ouvir os barulhos e sons próprios da casa através do útero durante o último mês de gestação. Contudo, é necessário ter consciência de que o ciclo vigília-sono dos bebés depende do ritmo de nutrição diária, da temperatura do corpo e das suas hormonas.

Todos estes factores influenciam o “ritmo circadiano”, quer dizer, o ciclo de vida natural do nosso corpo, que dura 24 horas. Dormimos quando a nossa adrenalina e a nossa temperatura baixa, e acordamos quando as nossas hormonas e a nossa temperatura sobe. É difícil cair no sono quando os nossos níveis hormonais e de temperatura são, ainda, elevados. Da mesma forma, é difícil acordar quando eles são baixos.

É necessário criar ritmos para o tempo de dormir e para os períodos de alimentação. Os bebés com mais de 3 meses devem começar a aprender o intervalo temporal das suas refeições,  que à noite não ingerem qualquer tipo de alimento e que o acordar está ligado ao “pequeno-almoço” e, consequentemente, à primeira refeição do dia.

A mãe, os pais ou os cuidadores devem preparar o ambiente de forma a:

  • Terem horas regulares de sono, para introduzir, no bebé, uma espécie de relógio interno.
  • Estabelecer a rotina de dormir para que ele entenda que é hora de dormir e de ir para a sua cama. O estabelecimento de rotinas envolve o desenvolvimento de actividades, tais como dar um banho quentinho, contar uma pequena historia e por fim dar-lhe um abraço e um beijo terno.

Logo que este ritual esteja finalizado, coloque o seu bebé no berço, já sonolento, mas ainda acordado. A maioria dos bebés dorme sem dificuldade e sem desafiar os pais. Outros, especialmente se forem mais velhos, sobretudo se anteriormente os pais os habituaram a adormecer nos braços ou a dar-lhes algo para comer, têm maiores dificuldades para se deixarem ficar na cama e adormecerem.

A mãe ou o pai podem, depois de “desejar uma boa noite”, esperar um pouco, já fora do quarto, e certificarem-se se o bebé está ou não tranquilo. Uma outra forma de monitorizar a situação, é seguir algumas etapas: ficar, no início, sentado ao lado do berço, e ir-se afastando lentamente até sair do quarto.

Se o bebé tem o hábito de adormecer durante a amamentação ou com o biberão na boca, aninhado nos seus braços da mãe ou do pai, quando um destes o for por no berço, é muito natural que ele acorde.

Se o bebé está muito cansado, tem dificuldade em gerir o seu sono sozinho, tente colocá-lo na cama mais cedo. De qualquer forma, os pais devem dar aos seus filhos a oportunidade de eles aprenderem a adormecerem sem a sua presença.

Manter e persistir no objectivo inicialmente traçado

Se mesmo após a concretização destas orientações existem dificuldades nesta área, tenha em mente os benefícios a longo prazo que advém de uma criança adormecer e dormir sem problemas.

Se ela conseguir dormir por conta própria, será, por exemplo capaz de se sentar por longos períodos de tempo e voltar a adormecer, se acaso acordar de noite. Além disso, adormecer sozinho é uma habilidade essencial que não só irá beneficiar o seu filho na hora de dormir. Ele aprenderá a acalmar-se noutras situações, quando, por exemplo a mãe está a trabalhar ou quando presente em casa, não está junto dele.

 

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