A ansiedade nas crianças

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A ansiedade é uma reacção normal a estímulos e a acontecimentos do dia-a-dia e pode manifestar-se sempre que a criança receia a aproximação de um perigo (que muitas vezes não consegue objectivar) mas que sente que sente não ter possibilidades de controlar. Mas sempre que a criança consegue identificar o perigo, passa a vivenciar um sentimento de medo.

É importante, contudo, ter presente que é normal um certo grau de ansiedade no nosso dia-a-dia, a qual, muitas vezes, é útil para nos estimular a agir. A ansiedade é experimentada como normal se for adequada às circunstâncias e se o próprio contexto de vida da criança for gerador de uma situação eu a criança receia e não controla.

Como é que a ansiedade se pode manifestar?

São incluídas nas manifestações de ansiedade:

  • As perturbações de pânico – crises inesperadas de pânico, com medo intenso, habitualmente acompanhadas por reacções fisiológicas manifestas: palpitações, falta de ar, tonturas, etc.
  • As perturbações de pânico com agorafobia que se traduzem num medo irracional em contextos onde há muita gente.
  • A fobia social que se manifesta através de um medo persistente, irracional e previsível de algo que causa ansiedade imediata.
  • A perturbação obsessivo-compulsiva habitualmente acompanhada por pensamentos desagradáveis e recorrentes (obsessões) e/ou comportamentos repetitivos e ritualizados (compulsões).
  • A perturbação de ansiedade generalizada que se manifesta por uma preocupação excessiva face a coisas insignificantes.

Dados relativos ao crescimento e à maturidade progressiva da criança

A ansiedade tende a desaparecer com o tempo. Muitos medos de infância são fenómenos normais do desenvolvimento e tendem a aumentar e a dissipar-se em idades previsíveis na vida de uma criança. O tempo e o crescimento responsabilizar-se-ão por dar à criança estratégias de compreensão e de adaptação às situações geradoras de medos.

Perante as crises de ansiedade, os pais devem:

• Conversar acerca dos medos e sobre o que causa ansiedade aos seus filhos.

• Ficarem atentos às formas que as manifestações de ansiedade assumem.

• Elogiar o desempenho do seu filho em situações potencialmente provocadoras de ansiedade.

• Tentar explicar a razão por que essas situações acontecem.

• Mostrar que é normal os acontecimentos que ocorrem e o medo que eles provocam e que será necessário aprender a controlar a ansiedade

Cuidados a ter.

Se as situações e as manifestações de ansiedade se tornarem muito repetitivas e causarem grande sofrimento à criança, é aconselhável consultar um psicólogo.

 

 

 

 

 

 

 

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