Incentivar a participação dos pais nas escolas

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A comunidade educativa é um grupo heterogéneo que se compõe por professores, psicólogos, pais, alunos, funcionários, etc., que têm espe cíficas dificuldades para integrarem-se num núcleo comum de valores, para criar laços afectivos e de solidariedade em torno desse núcleo e para gerar uma comunicação e uma universo de motivações e interesses, expectativas, funções, diferenças de posição no grupo e inclusivamente as diferenças geracionais.

De todos os sectores chamados a construir a comunidade educativa, é nos pais que se encontram as maiores barreiras para exercer uma participação formal (enquanto grupo) na escola. A experiência da maior parte das associações de pais de alunos conduz ao mesmo sentimento de frustração, em que os esforços desenvolvidos pela associação de pais não é minimamente compensado pela presença e número de pais quando são solicitados.

Com frequência as acções mais imaginativas na procura de actividades atractivas não têm resposta por parte dos pais

Não obstante pode-se comprovar que a preocupação das famílias pela qualidade da educação dos seus filhos é um fenómeno social crescente. Como se explica então essa dificuldade dos pais para se integrarem numa participação comunitária?

Em primeiro lugar podemos por a hipótese dos pais dos alunos não se implicarem porque não têm consciência de grupo como pais. Por outro lado, não podemos esquecer que, em matéria de educação, a sua motivação primária ou o seu interesse imediato não faz parte de um colectivo. Uma outra razão, ainda, e que pesa na ausência de sentimento de pertença à comunidade escolar, prende-se com as razões que levaram os pais a escolher a escola para os seus filhos e que são muito variadas. O grupo de famílias é, habitualmente, muito heterogéneo nos vários domínios que se queiram considerar.

A quase totalidade dos investigadores neste âmbito considera quanto à participação:

a)    Que um indivíduo participa mais em grupo ou numa instituição quanto mais identificado ou integrado se encontra com os mesmos;

b)   Que quanto mais capacidade tiverem as instituições de satisfazer as necessidades individuais, maior será a identificação do indivíduo com esta ou aquela instituição.

Podemos tentar exemplificar o processo: o pai de um aluno tem necessidades. A escola dá sistematicamente resposta às necessidades. O pai do aluno sente-se identificado com a escola e participa.

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É importante salientar que o psicólogo educacional pode apoiar os professores e educadores, para promoverem a relação escola-família, atendendo aos vários aspectos, entre os quais distinguimos:

Terem sensibilidade ao nível de instrução dos pais e às características específicas da sua cultura;

  • Terem flexibilidade para a definição da natureza dos contactos a desenvolver com os pais e dos locais onde esses contactos devem ser desenvolvidos;
  • Utilizarem várias formas para atingirem o objectivo de criarem relações válidas com as famílias, podendo, para tal, serem, por exemplo, assinados contractos ou criados grupos de suporte e de inter-ajuda.

 

Machado, M.. (2012). 2ª Edição. Melhores Práticas Psicológicas, Melhor Qualidade de Ensino. Lisboa. Edições Vieira da Silva

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