O PSICÓLOGO EDUCACIONAL E A ABORDAGEM PSICODINÂMICA

Psicodinâmicas

As abordagens psicodinâmicas trabalham os mecanismos inconscientes, a influência dos desejos intrapsíquicos nos nossos comportamentos, ou seja, as motivações, os conflitos e os impulsos inconscientes. O ser humano desenvolve ao longo do seu processo maturativo e de socialização mecanismos de defesa (adaptativos ou não), que são utilizados para lidar com os conflitos, desejos, necessidades e fantasias não resolvidas, que contribuem para o comportamento desejável ou indesejável e, habitualmente, ajudam a diminuir o sofrimento porque reduzem a ansiedade que as situações exteriores ou interiores desencadeiam no indivíduo.
Este tipo de abordagem permite identificar e compreender as experiências precoces que, na infância, desempenharam um papel fundamental no desenvolvimento psicológico e no comportamento adulto.

Podemos afirmar que a abordagem psicodinâmica tenta entender o comportamento em termos do funcionamento da mente, com particular enfoque na motivação e no papel da experiência passada. A teoria psicanalítica enfatiza a importância do determinismo psíquico e das pulsões inatas, o papel do inconsciente e a continuidade existente entre a normalidade e a patologia dos comportamentos.

A psicanálise, ao por a hipótese do determinismo psíquico no nosso comportamento, considera que todo ele tem significado; os comportamentos manifestos, os sonhos, as parapraxias (actos falhados) e a arte são expressões da vida psíquica resultantes da dinâmica da mente.

A abordagem está fundamentada nos princípios da teoria psicanalítica cuja técnica visa elaborar e resolver conflitos intrapsíquicos ao serviço da reestruturação, reorganização e desenvolvimento da personalidade.

A teoria psicodinâmica tem como objectivo auxiliar os clientes a compreender os significados dos sintomas manifestos (comunicação simbólica sobre a natureza e extensão do conflito), encontrando assim alternativas mais adaptadas para lidar com o sofrimento psíquico.

A Psicologia trabalha a subjectividade: é essa a sua forma particular, específica de contribuir para a compreensão da totalidade da vida humana. O objecto de intervenção é o ser humano em todas as suas expressões: as manifestas que se expressam em comportamentos, as ocultas que se referem ao nosso vivido interior e que é constituído pelos sentimentos, as singulares que dizem das razões que justificam os nossos comportamentos e acções e as genéricas que respeitam à influencia da nossa cultura sobre os nossos comportamentos.

O Psicólogo da educação faz apoio psicológico e lida com a ansiedade que resulta dos conflitos internos do individuo. Sendo assim, estes especialistas tentam compreender os processos dinâmicos, e tem muitas vezes a necessidade de orientar o trabalho para o “insight”*, focando a sua atenção e interacção com o cliente nos afectos, na expressão de emoções, na identificação de temas e padrões recorrentes e na discussão de experiências passadas.

No entanto, convém referir que sempre que o Psicólogo da Educação se apercebe de que está em presença de quadros psicopatológicos estruturados, deverá orientar o cliente para um psicólogo da especialidade.

 

*Insight – A capacidade de perceber claramente o que se passa dentro de nós; uma compreensão súbita, muitas vezes, a partir de uma situação complexa ou de um problema; a capacidade de compreender o que se passa consigo próprio.

 

 

 

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