Os adolescentes e as relações amorosas

 

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Pais e educadores confrontam-se, hoje, com formas diferentes de relacionamentos amorosos das que viviam no seu tempo, sobretudo quando se referem às vivências dos adolescentes.

É vulgar ouvirmos aos nossos filhos, alunos e a outros jovens termos como “curtir”, “andar” ou o clássico “namorar”.

Ao tentarmos compreender estes novos conceitos, concluimos que “curtir” corresponde a uma relação que embora de natureza amorosa, não implica qualquer nível ou grau de compromisso. É, como alguns jovens referem “andar aos beijinhos”, “é ir para a cama e nada mais”, é partilhar momentos íntimos com alguém de forma desprendida, puramente por diversão/prazer”; é uma relação apenas física, sem continuidade; não tem antes, nem depois, é ocasional, passa-se num momento, com alguém que já, anteriormente, se conhecia ou não.

“Andar” é diferente e implica uma continuidade no tempo, embora não exija compromissos para futuro; há interesse pela outra pessoa, a relação repete-se pelo prazer que trás em si própria e, sem nada planear, vai-se vendo até onde “as coisas” podem ir. “Andar” significa ter um amigo diferente dos outros, com quem se curte, com quem se vive experiências de intimidade, com quem sabe bem falar, partilhar, estar. “Andar” é também viver de forma livre, sem ter que justificar nada, embora, a natureza desta relação implique que haja apenas uma única pessoa.

 

O conceito de “namorar” aplica-se quando há sentimentos e um compromisso entre duas pessoas. É um estar comprometido que exige fidelidade e confiança entre ambos; é uma relação estável que implica uma opção de fundo e de exclusividade. É uma relação amorosa e afetiva mantida entre duas pessoas que se unem pelo desejo de estarem juntas e partilharem novas experiências e cujo compromisso obriga a que entre ambos haja respeito, lealdade, partilha.

Deste modo, é importante que os pais tenham em conta que o grau de envolvimento amoroso por parte dos adolescentes pode ir desde uma simples troca de beijos e abraços até uma relação sexual, sendo que esta pode ou não ocorrer e, mesmo que ela se efective pode ser pontual ou vir a tornar-se duradoura.

 

 

 

 

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One thought on “Os adolescentes e as relações amorosas

  1. emiele

    É uma revolução em relação aos hábitos (não falo em valores porque não é o caso) dos mais velhos entre nós. Claro que os pais mais jovens já viveram e foram educados num mundo onde as relações eram muito mais soltas e mais livres, mas muitas vezes embora o modelo que transmitam seja um, não entendem que os seus filhos sigam a mesma linha…
    Mas para muitos de nós (e aqui até falo por mim) custa entender a leveza com que se inicia a termina relacionamentos de base simplesmente física. Fico perplexa, e acredito que os modelos transmitidos por séries de tv, muitas vezes passadas em países diferentes transmitam mensagens questionáveis. Ou não, e sou eu que vejo mal isto tudo…

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