Ansiedade em crianças e jovens

Ansiedade durante o desenvolvimento

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• Entre o nascimento e o 2º ano de vida, a ansiedade manifesta-se face a sons intensos, não habituais e a situações de separação dos adultos cuidadores.

• Entre os 3 e os 6 anos, as expressões de ansiedade são sobretudo desencadeadas por personagens imaginárias (fantasmas, monstros, noite, bruxas, trovões, dormir sozinho)

•No período que decorre entre os 7 e os 16 anos os medos estão ligados a situações mais realistas (saúde, desempenho académico, morte, catástrofes).

A vinculação

• A relação de vinculação que a criança estabelece nos primeiros anos de vida é fundamental para o seu equilíbrio psicológico e para ultrapassar a angústia de separação. Estes sintomas quando se prolongam no tempo, não passam espontaneamente.

Medos normais

Medos que provocam ansiedade

  • Surgem de acordo com a idade
  • Quando se prolongam para além da idade em que é normal manifestarem-se
  • São episódicos, acabando por se atenuarem com o tempo
  • Quando são frequentes, não passam

          espontaneamente e a criança está em sofrimento

  • Aparecem apenas na presença do estímulo
  • Quando são desencadeados por situações “inócuas” e não antecipadas
  • É fácil tranquilizar a criança
  • Sempre que não é fácil ao adulto tranquilizar a criança
  • Não perturbam a vida diária
  • Quando perturbam a vida na escola e a vida familiar

 Transtornos de ansiedade em função da idade

•Ansiedade de separação (6-7 Anos) – Surge habitualmente antes da puberdade e diminui na adolescência

•   Ansiedade generalizada (6-8 anos) – Aumenta quando se aproxima a puberdade

•   Social Fobia social e fobia escolar (11 anos) – Pode evoluir para um transtorno psicológico

•Ataques de pânico (raros antes da puberdade, frequente na adolescência) – São muitas vezes de curta duração, podem estender-se pela vida adulta e apresentar-se sob a forma de agorafobia.

 A ansiedade de separação está, em muitos casos relacionada com vivências de relações de dependência vividas em simultâneo com desejos de autonomia e de identidade pessoais.

Medo de escola

O medo da escola aparece muitas vezes de forma progressiva e no início reveste, frequentemente formas intensas.

A criança recusa-se a ir à escola, manifesta ansiedade intensa, chegando a ter reacções de pânico, que aumentam quando a criança se sente forçada.

A melhor forma de lidar e diminuir estes sintomas é securizar a criança de que ela vai para casa e não voltará à escola sem que a situação seja ultrapassada.

Fobia escolar e recusa escolar são manifestações de natureza semelhante?

Não podemos confundir a recusa (com ansiedade ou não) com a fobia escolar

 A fobia é um medo exagerado e antecipado orientado, exclusivamente, para a escola

Pode surgir isolado ou associado a outros sinais de ansiedade e a outros problemas psicológicos ou familiares.

Sintomas físicos

– Dores de barriga;

– Enjoos, náuseas;

– Dor de cabeça;

– Dor, palpitações;

– Impressão de sufocamento;

– Emoções fortes;

– Palidez, suores, vermelhidão;

– Vertigens.

 Como evolui?

• Pode ser transitório e desaparecer a breve prazo;

• Pode manifestar-se por períodos longos de tempo (meses/anos);

•Pode originar outras formas de ansiedade ou estados depressivos durante o desenvolvimento.

 Como ajudar a resolver estes problemas?

 O psicólogo, em conjunto com os pais e muitas vezes com a escola, sabe e pode ajudar a criança a enfrentar os problemas de ansiedade e a retomar o equilíbrio emocional necessário para desenvolver as suas aprendizagens escolares e sociais.

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