Supervisão na relação de ajuda

O que é a supervisão:

 A supervisão é um espaço onde o técnico de ajuda pode refletir sobre o que está em jogo, na sua relação com os clientes.

Em termos psicológicos, pode dizer-se que é um espaço onde a pessoa pode analisar os fenómenos de “transfer” e de “contra-transfer” que surgem no âmbito da sua actividade profissional.

A supervisão destina-se, também, a ajudar as pessoas que se confrontam com situações de sofrimento, de ansiedade, de indecisão ou impotência gerada pelas problemáticas dos seus clientes.

É, concretamente, um espaço que permite:

  • A reflexão sobre as actividades e funções dos técnicos e dos profissionais da relação de ajuda de forma ordenada e sistemática, através de um diálogo sensível e mutuamente aceite sobre as actividades e acontecimentos profissionais;
  • A objectividade na análise das dificuldades encontradas e a distância/recuo de cada profissional sobre a sua vivência pessoal;
  • A diminuição, em cada um dos elementos, da ansiedade e insegurança, que o recurso, apenas, às suas próprias evidências, suscita. A supervisão funciona como um recurso de ajuda, através do qual as dúvidas, incertezas e procura de estratégias são partilhadas e reflectidas em conjunto;
  • A oferta de alternativas de resolução de problemas, a observação da relação criada e das actuações desenvolvidas, o acesso à informação e o confronto com diferentes estratégias e procedimentos para a tomada de decisão;
  • A escuta activa, o incentivo para que todos os elementos falem do que os preocupa, o apoio à reflexão sobre as suas percepções, à sustentação das suas posições, à formulação de questões que clarifiquem as suas afirmações e permitam verificar as suas perspectivas pessoais;
  • A promoção e manutenção de uma relação de ajuda entre todos os elementos do grupo, desenvolvendo o respeito mútuo face aos saberes e competências individuais como valor essencial e fonte de aprendizagem comum;
  • A reflexão sobre a prática profissional de cada um e abordagem de soluções concretas para os problemas identificados;
  • Uma leitura diferente dos comportamentos dos utentes, assim como de pistas de intervenção mais adequadas à realidade;
  • O apoio na clarificação das questões de diagnóstico;
  • O desenvolvimento das competências dos participantes por forma a poderem melhor adequar as suas estratégias de intervenção;
  • A partilha, a troca, a escuta e a reciprocidade.

A supervisão ou a análise das práticas permite:

  • Diminuir as tensões e ansiedades;
  • Criar distância em relação a situações difíceis;
  • Potenciar a expressão e “acolher” os sentimentos expressos na sequência do vivido de cada um;
  • Estimular a expressão e acolher as palavras e as verbalizações resultantes do “vivido” único de cada um;
  • Diminuir o sentimento de isolamento através da escuta, da troca e da partilha os participantes.

Princípios e funcionamento do grupo de supervisão. Na supervisão há lugar a::

  • Completar a formação psicológica dos diferentes elementos.
  • Acompanhar os intervenientes no decurso da sua carreira profissional e trabalhar com eles as dificuldades relacionais e metodológicas originadas na sua prática.
  • Partilhar o estudo de casos dos clientes com os quais os membros do grupo estabelecem uma relação de ajuda.
  • Utilizar jogos de “role playing”, sempre que necessário.
  • Conceber o grupo e de supervisão como um “atelier” de elaboração de práticas, um lugar de encontro, de trocas, de aprofundamento das reflexões de cada um, de elaboração do projecto terapêutico, psicoeducacional e psicossocial de cada um e de estabelecimento de um diagnóstico de caso e de situação.
  • Conceber o grupo como um trampolim para uma reflexão psicoterapêutica pessoal.
  • Promover uma metodologia de trabalho para que cada participante exponha, por sua vez, uma situação clínica que o grupo possa trabalhar colectivamente com o apoio do supervisor.

Técnica principal utilizada nas supervisões: abordagem sistémica breve centrada nas soluções e recursos das pessoas.

A supervisão é um lugar de recurso e de criatividade para e pelo grupo.

Destinatários:

Todo o profissional da denominada relação de ajuda, do trabalho social, psicoterapeutas, psicólogos, educadores especializados, técnicas de serviço social, profissionais de inserção social, etc.

Periodicidade: duas sessões mensais de 2,30h cada.

SUPERVISORA: Manuela Machado

Correio electrónico: mm_machado@netcabo.pt

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